
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009



Romaria de Nossa Senhora do Rosário ou Festas das Nozes
Património, Tradição e Cultura Festas Populares
A mais importante manifestação popular do concelho.
A colorir o primeiro domingo de Outubro, a tradição da Festa de Nossa Senhora do Rosário já dura em Gondomar há cerca de 300 anos.
Começou por ser uma celebração de carácter religioso, mas actualmente essa sua vertente dissipou-se, chegando a ser mais conhecida pela festa das nozes.
Mas não é apenas este furto seco que faz as delícias dos romeiros que aqui são recebidos.
À espera deles há também vinho doce e regueifa.
domingo, 4 de outubro de 2009
AO VENTO
O vento passa a rir,
torna a passar, Em gargalhadas ásperas de demente;
E esta minh'alma trágica e doente
Não sabe se há-de rir, se há-de chorar!
Vento de voz tristonha, voz plangente,
Vento que ris de mim, sempre a troçar,
Vento que ris do mundo e do amar,
A tua voz tortura toda a gente!...
Vale-te mais chorar, meu pobre amigo!
Desabafa essa dor a sós comigo,
E não rias assim!...Ó vento, chora!
Que eu bem conheço, amigo, esse fadário
Do nosso peito ser como um Calvário,
E a gente andar a rir pla vida fora!!...
O vento passa a rir,
torna a passar, Em gargalhadas ásperas de demente;
E esta minh'alma trágica e doente
Não sabe se há-de rir, se há-de chorar!
Vento de voz tristonha, voz plangente,
Vento que ris de mim, sempre a troçar,
Vento que ris do mundo e do amar,
A tua voz tortura toda a gente!...
Vale-te mais chorar, meu pobre amigo!
Desabafa essa dor a sós comigo,
E não rias assim!...Ó vento, chora!
Que eu bem conheço, amigo, esse fadário
Do nosso peito ser como um Calvário,
E a gente andar a rir pla vida fora!!...
sábado, 3 de outubro de 2009
Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda Gira,
a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
"Fernando Pessoa"
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda Gira,
a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
"Fernando Pessoa"
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